Em preparação para os próximos shows da Donzela de Ferro, hoje é dia de fazermos um #TBT de respeito da nossa última jornada com a banda. Como muitos lembram, os shows da histórica The Future Past World Tour — que uniu os universos de Senjutsu e Somewhere in Time — começaram em maio de 2023, em Liubliana, e foram encerrados oficialmente em 7 de dezembro de 2024, na cidade de São Paulo, em um Allianz Parque lotado. Aquele último show foi profundamente marcante, pois celebrou a trajetória do lendário baterista Nicko McBrain, sendo sua despedida oficial dos palcos com a banda, [Garanta seu exemplar da biografia do baterista na pré venda aqui].
Se você, assim como eu, esteve presente nessa última turnê, sabe o que é viver a experiência f#d@ de ver uma das maiores instituições do rock em plena forma. A energia acumulada daquela noite inesquecível ainda ecoa na minha memória, e grande parte desse poder vem de um capítulo fundamental na história deles: o aclamado 17º álbum de estúdio, Senjutsu.
Lançado seis anos após The Book of Souls, o disco traz toda a potência da produção de Kevin Shirley com a assinatura certeira de Steve Harris. O termo “Senjutsu” significa literalmente estratégia e tática, e o tema samurai da capa — criada por Mark Wilkinson — já entrega que estamos prestes a entrar em um verdadeiro campo de batalha musical, campo de batalha que também se materializou nos palcos da turnê.
🛒 Dica de Colecionador: Quer levar uma coleção de Eddies para a sua casa? Encontrei um conjunto de Funko Pop! do Eddie em suas versões históricas e sua versão samurai, algo imperdível para decorar sua estante. E para os mestres churrasqueiros, vale a pena conferir as facas temáticas e artesanais inspiradas na banda!
🎧 Mergulhando no Tracklist

O álbum gira em torno de temas densos como guerra, perdas e mitologias antigas, distribuídos em faixas longas e progressivas. Das 10 músicas do disco, as que mais se destacam pela complexidade são:
- Senjutsu: A abertura épica e cadenciada, ditada por tambores de guerra, que dá o tom grandioso do disco.
- Stratego: Pura energia clássica do Iron, rápida, galopante e com riffs marcantes.
- Death of the Celts: Uma jornada de mais de 10 minutos com aquela atmosfera folk e progressiva que só o baixo de Harris sabe construir.
🎬 “The Writing on the Wall”: Um Banquete de Referências
O primeiro single do álbum, The Writing on the Wall, veio acompanhado de um videoclipe em animação intrigante. Com um visual pós-apocalíptico estilo Mad Max e traz pitadas sutis de outros filmes, a produção se tornou um prato cheio para quem gosta de “caçar” detalhes ocultos.
Antes de destrincharmos os segredos, vale a pena assistir novamente ao clipe oficial para reparar nos detalhes: 👉 Iron Maiden – The Writing On The Wall (Official Video)
🔍 Guia de Easter Eggs
A narrativa já começa com uma referência bíblica que dá o tom da animação, personificando os Quatro Cavaleiros do Apocalipse cruzando o deserto em suas motos.

Logo em seguida abre espaço para uma referencia direta ao quadro: O Filho do Homem, de René Magritte (a icônica silhueta com a maçã cobrindo o rosto aos 01:30 e 05:12)🍏.

Muito além da arte clássica, o clipe funciona como uma verdadeira retrospectiva da banda. Se você pausar em momentos estratégicos, vai encontrar relíquias genuínas do passado da Donzela:
- O Livro de Souls (The Book of Souls): Logo no início, o deserto está repleto de ruínas maias destruídas, fazendo alusão direta à temática e ao cenário do álbum anterior de 2015.
- Flight of Icarus (1983): No palácio do tirano, há estátuas e gravuras que fazem alusão a Ícaro com as asas queimadas, remetendo ao clássico single do álbum Piece of Mind.
- Powerslave (1984): O visual do palácio nababesco do ditador flerta com a opulência egípcia e o conceito de “deuses mortais” explorado na era dourada de 1984.
- O Retorno do Eddie de 2 Minutes to Midnight (1984): Os quatro encapuzados originais, antes de se revelarem, carregam a essência militar e sombria que a banda explorou no auge da Guerra Fria em clipes de protesto político.
- A Reunião dos Eddies: O clipe é uma linda passagem de bastão. Ao longo da história, vemos o ressurgimento do Eddie Ciborgue (Somewhere in Time), do Eddie Paciente do Hospício (Piece of Mind), do Eddie Faraó (Powerslave) e, finalmente, a introdução triunfal do Eddie Samurai (Senjutsu).
O projeto foi inteiramente produzido por uma equipe de profissionais de peso que, além de extremamente competentes, são fãs da banda — incluindo um time brasileiro no time de animação! O resultado ficou tão absurdo que o Eddie Samurai se consolidou rapidamente como um dos favoritos da história recente do grupo.
👕 Vista a Camisa: Para entrar no clima da nova turnê de 50 anos da banda, nada melhor do que ir trajado a caráter. A estampa oficial do Eddie Samurai é uma das mais bonitas da década. [Garanta sua camiseta do Senjutsu aqui].
💬 E você?
Teve a oportunidade de assistir ao show de encerramento da turnê no Allianz Parque? O que achou dessa mistura de referências artísticas, cinema e nostalgia no clipe de The Writing on the Wall? Para os próximos capítulos, gostaria de ver a banda repetindo essa parceria com animadores e fãs?
Deixe seu comentário abaixo e nos vemos na pista na próxima turnê! Headbangers, uni-vos! 🤘
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